Ansiedade: o limite entre uma reação natural e uma doença
- Rafael Maisonnette de Araujo
- 18 de nov. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de dez. de 2024

Você já sentiu aquele frio na barriga antes de uma apresentação importante ou o coração acelerar ao enfrentar algo desconhecido? Esses são exemplos de ansiedade em sua forma natural: uma reação do nosso organismo para lidar com situações desafiadoras. Mas quando essa sensação se torna constante, desproporcional ou interfere na sua vida diária, é hora de parar e refletir.
Sigmund Freud, o pai da psicanálise, descreveu a ansiedade como um sinal do ego diante de um perigo interno ou externo. Ele a via como uma emoção essencial, que nos alerta para nos proteger ou reagir. Por outro lado, Jacques Lacan associou a ansiedade ao desejo e à falta, dizendo que ela surge quando nos confrontamos com algo que escapa ao nosso controle. Esses dois pontos de vista ajudam a compreender porque, em situações específicas, é normal sentir ansiedade, enquanto em outras, ela pode se tornar paralisante.
Quando a ansiedade é natural?
Imagine que você está prestes a viajar para um lugar novo, iniciar um trabalho ou passar por um exame médico. Nesses casos, é natural que o corpo reaja com sensações de alerta, como sudorese, aumento dos batimentos cardíacos ou uma leve inquietação. Esses sintomas, geralmente, desaparecem após a situação terminar.
Quando se preocupar?
Ansiedade: qual o limite entre uma reação natural e uma doença? Agora, pense em uma pessoa que evita constantemente situações sociais por medo do julgamento, ou que se sente sufocada ao ponto de não conseguir realizar tarefas simples. Quando a ansiedade se manifesta com uma intensidade que impede você de viver plenamente, ela pode ter ultrapassado o limite do normal. Condições como transtorno de ansiedade generalizada (TAG), ataques de pânico ou fobias específicas requerem atenção profissional.
A ciência confirma
Buscar ajuda não é um sinal de fraqueza, mas de coragem. A psicoterapia é uma ferramenta eficaz para identificar gatilhos, desenvolver estratégias de enfrentamento e ressignificar os medos que alimentam a ansiedade.
Se você se identificou com alguma das situações descritas ou tem dúvidas sobre os limites da ansiedade, saiba que não precisa lidar com isso sozinho. Como psicólogo, estou à disposição para orientá-lo nesse processo e esclarecer suas dúvidas. A saúde mental é uma prioridade, e cuidar dela é um ato de amor-próprio.
Rafael Maisonnette de Araujo
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